A NOITE DE NATAL SOPHIA MELLO BREYNER PDF

Era debaixo do cedro que Joana brincava. Com musgo e ervas e paus fazia muitas casas pequenas encostadas ao grande tronco escuro. Mas de vez em quando vinham brincar os dois primos ou outros meninos. Mas um dia encontrou um amigo.

Author:Vurn Taumuro
Country:Montserrat
Language:English (Spanish)
Genre:Technology
Published (Last):25 January 2007
Pages:309
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ISBN:219-9-66255-759-9
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Narrador: Era uma vez uma casa pintada de amarelo com um jardim volta. No jardim havia tlias, btulas, um cedro muito antigo, uma cerejeira e dois pltanos. Era debaixo do cedro que Joana brincava. Entra Joana e fica a brincar debaixo da rvore Com musgo e ervas e paus fazia muitas casas pequenas encostadas ao grande tronco escuro. Depois imaginava os anezinhos que, se existissem, poderiam morar naquelas casas.

E fazia uma casa maior e mais complicada para o rei dos anes. Joana no tinha irmos e brincava sozinha. Mas de vez em quando vinham brincar os dois primos ou outros meninos, mas os meninos faziam troa das suas brincadeira. E ela ficava triste Joana senta-se e pe a cabea entre as mos E Joana tinha muita pena de no saber brincar com os outros meninos.

S sabia estar sozinha. Mas um dia encontrou um amigo. Foi numa manh de Outubro. Joana senta-se e v passar outra criana. Nota-se que era pobre pois vem vestido com roupa remendada. Joana pe-se de p e grita Bom dia! A cena fica como em pausa, com as duas crianas a olhar um para o outro. Tudo agora parece um mundo infindvel de esperana. Ser que vou ganhar um amigo? E de novo entre os dois, leve e areo, passou um silncio. Ouve-se tocar ao longe o sino de uma quinta.

Queres v-lo melhor? Algum se interessava pelas suas casitas de musgo, pelo seu jardim. E parecia verdadeiro. O Manuel olhava uma por uma cada coisa. Ali est o nosso pomar. Temos pereiras , macieiras e laranjeiras.

Apetece-te uma laranja? Podes comer quantas quiseres. NARRADOR: As crianas andam volta do palco enquanto o narrador fala, fazendo gestos de ver, observar, tocar nas coisas que o narrador menciona Joana mostrou-lhe o tanque e os peixes vermelhos. Mostrou-lhe o pomar, as laranjeiras e a horta. E chamou os ces para ele os conhecer. E mostrou-lhe a casa da lenha onde dormia um gato.

E mostrou-lhe todas as rvores e as relvas e as flores. Os dois sentam-se sob a sombra redonda do cedro. As duas crianas brincam construindo a casa.

Soa uma musica alegre. De vez em quando uma criana ri e outra responde. Som de um apito de uma fbrica. Tenho de me ir embora. JOANA: l a tua casa? Por isso somos muito pobres. A minha me trabalha todo o dia mas no temos dinheiro para ter uma casa.

E por esmola d-me licena de dormir ali tambm. Dantes morvamos no centro da cidade e eu brincava no passeio e nas valetas. Brincava com latas vazias, com jornais velhos, com trapos e com pedras. Agora brinco no pinhal e na estrada. Brinco com as ervas, com os animais e com as flores.

Pode-se brincar em toda a parte. Amanh volto para brincar comigo. Manuel afasta-se correndo olhando para Joana, que fica debaixo do cedro, fazendo adeus Apagam-se as luzes do palco. Joana esperava-o empoleirada em cima do muro. Abria-lhe a porta e iam os dois sentar-se sob a sombra redonda do cedro.

E foi assim que Joana encontrou um amigo. Era um amigo maravilhoso. Passaram muitos dias, passaram muitas semanas at que chegou o Natal. Acendem-se as luzes do palco. Cenrio de um salo com uma mesa quase preparada para a ceia de Natal. Entra Joana com o vestido azul Joana corre at ao outro lado do palco e faz gestos como se estivesse a ouvir. Ri-se e corre para ver a mesa. Entram duas criadas com pratos na mo.

O que est a fazer? Estava s a olhar para o armrio. As criadas colocam os seus pratos na mesa e comeam a ajeit-la. Vo ao armrio buscar coisas Joana segue-as e vai perguntando. Se os seus paps a apanham a cirandar por aqui, no vo gostar l muito. Parece uma caverna cheia de maravilhas No senhora. A senhora Gertrudes e os seus pais Olhem s para esta menina Ao mesmo tempo a criada 1 retira a boneca da mo da Joana e guarda-a no armrio.

J est. No se amarrote. Est quase na hora. Saem as criadas. A criada 1 alisa o vestido de Joana e sai um pouco pressa. Joana fica e d uma volta roda da mesa. Era o Natal. Mas a Joana tinha que ir ao Jardim porque ela sabia que nas Noites de Natal as estrelas so diferentes. Abriu a porta da varanda. Estava muito frio, mas o prprio frio brilhava.

As folhas das tlias, das btulas e das cerejeiras tinham cado. Os ramos nus desenhavam- se no ar como rendas pretas. S o cedro tinha os seus ramos cobertos. Entra o pai e acerca-se a Joana. PAI: Joana, que fazes aqui ao frio? PAI: Ai a minha Joana. Pois sim muito verdade. H uma festa no cu. Mas no cu a festa maior, com milhes e milhes de estrelas.

PAI: Vem para dentro E os tios e os primos esto a chegar. PAI: Pronto Joana ficou algum tempo com a cabea levantada. Depois volta para casa e fecha a porta. Entra a criada 2. Porque no est na saleta? Saindo sem olhar para a Joana.

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Noite de Natal – Sophia de Mello Breyner

Era debaixo do cedro que Joana brincava. Com musgo e ervas e paus fazia muitas casas pequenas encostadas ao grande tronco escuro. Mas de vez em quando vinham brincar os dois primos ou outros meninos. Mas um dia encontrou um amigo. Joana estava encarrapitada no muro.

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