JANE JACOBS MORTE E VIDA DAS GRANDES CIDADES PDF

Carlos S.. Download "Jane Jacobs e a humanizao da. Jacobs, jane. Farei freqentes referncias a ele neste livro.

Author:Maugar Kagakree
Country:Syria
Language:English (Spanish)
Genre:Environment
Published (Last):14 May 2007
Pages:295
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ISBN:404-9-17034-785-6
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Jacobs combate os ditames modernos de grandes бreas verdes e edifнcios isolados, assim como o zoneamento de funзхes e a segregaзгo entre a circulaзгo de pedestres e veнculos. Propхe retomar a observaзгo das cidades reais que os planejadores modernos ignoravam e defende a diversidade dos usos de forma mais complexa e densa. O livro sу foi traduzido para o portuguкs no ano , e adotou-se o tнtulo de "Morte e vida de grandes cidades". Jane Jacobs, "Este livro й um ataque aos fundamentos do planejamento e da reurbanizaзгo ora vigentes.

Mais que isso, й uma ofensiva contra os princнpios e os objetivos que moldaram o planejamento urbano e a reurbanizaзгo modernos e ortodoxos. Й isso o que procuro fazer na primeira parte deste livro. As cidades sгo locais fantasticamente dinвmicos, o que se aplica inteiramente a suas zonas prуsperas, que propiciam solo fйrtil para os planos de milhares de pessoas.

Morte e vida das grandes cidades. Franзoise Choay, Jane Jacobs й uma partidбria convencida do modo de existкncia autenticamente urbano, uma apologista da megalуpolis, em detrimento dos subъrbios e das cidadezinhas provincianas. Suas pesquisas, embora realizadas com espнrito passional, repousam em uma informaзгo sociolуgica profunda.

As idйias contidas em The Death and Live of Great American Cities contribuнram, nos Estados Unidos, para a criaзгo de uma nova corrente prу-urbana e ispiraram, em parte, o remodelamento do centro de grandes cidades como Boston e Filadйlfia. O Urbanismo: utopias e realidades, uma antologia. O trabalho de Jacobs tem sido com frequкncia apreciado por seu papel na transformaзгo das orientaзхes gerais do planejamento urbano e comunitбrio.

Isso й verdadeiro e nгo deixa de ser admirбvel, mas sugere apenas uma pequena parte daquilo que o livro contйm [ O corolбrio prбtico disso tudo que а primeira vista pode parecer paradoxal, mas na verdade faz pleno sentido й que na nossa vida urbana, em benefнcio do moderno, precisamos preservar o velho e resistir ao novo.

Com tal dialйtica, o modernismo assume uma nova complexidade e profundidade. Morte e Vida das Grandes Cidades Norte-americanas oferece-nos a primeira visгo plenamente articulada de uma mulher sobre a cidade, desde Jane Addams. Conhece todos os comerciantes e as vastas redes sociais informais que eles mantкm, porque era sua respondabilidade tomar conta dos assuntos domйsticos.

Retrata a ecologia e a fenomenologia das calзacas com fidelidade e sensibilidade incomuns, porque passou anos pilotando crianзas primeiro em carrinhos e cadeirinhas de bebк, depois em patins e bicicletas atravйs dessas бguas turbulentas, enquanto procurava equilibrar pesadas sacolas de compras, trocar palavras com os vizinhos e cuidar da prуpria vida. Grande parte da sua autoridade intelectual emana de seu perfeito domнnio das estruturas e processos da vida cotidiana.

Ela faz seus leitores sentirem que as mulheres sabem o que й viver nas cidades, rua apуs rua, dia apуs dia, de modo muito melhor do que os homens que as planejaram e construнram. Tais ativistas eram com frequкncia esposas e mгes, como Jacobs, e assimilaram a linguagem — exaltaзгo da famнlia e do bairro e sua defesa contra as forзas externas que esmagariam nossas vidas — que ela tanto fez para criar.

Mas para algumas pessoas que de inнcio parecem falar a sua linguagem, a famнlia e a localidade revelam-se como sнmbolos de radical antimodernismo: em benefнcio da integridade do bairro, todas as minorias raciais, os desvios sexuais e ideolуgicos, os livros e filmes controversos, as formas de vestir ou as expressхes musicais minoritбrias devem ser mantidas a distвncia; em nome da famнlia, a liberdade econфmica, sexual e polнtica da mulher deve ser esmagada — ela deve ser mantida em seu lugar no quarteirгo, literalmente vinte e quatro horas por dia.

Essa й a ideologia da Nova Direita, um movimento internamente contraditуrio mas enormemente poderoso, tгo antigo quanto a prуpria modernidade, que utiliza todas as tйcnicas modernas de publicidade e de mobilizaзгo de massas com o propуsito de voltar as pessoas contra os modernos ideais de vida, liberdade e busca de felicidade para todos. O que й fundamental e inquietante й saber que os ideуlogos da Nova Direita citaram Jacobs repetidas vezes como um de seus santos padroeiros.

Algumas vezes seu ponto de vista parece positivamente bucуlico: ela insiste, por exemplo, em que num bairro vibrante, com uma mistura de lojas e residкncias, constante atividade nas calзadas, fбcil vigilвncia das ruas a partir dos interiores das casas e das lojas, nгo haveria crime. Conforme lemos tais consideraзхes, imaginamos em que planeta Jacobs pode estar pensando. Se retornamos um pouco ceticamente а sua visгo do quarteirгo, podemos encontrar o problema.

Й isso o que faz parecer bucуlica a sua visгo do bairro: й a cidade antes da chegada dos negros. Seu mundo abrange desde sуlidos trabalhadores brancos, na base, a profissionais liberais brancos de classe mйdia, no topo.

Em tais condiзхes, nгo й de se esperar que a cуlera, o desespero e a violкncia tenham se disseminado como pragas — e que centenas de bairros antes estбveis por todos os Estados Unidos tenham se desintegrado por completo.

Muitos bairros, inclusive o prуprio West Village de Jacobs, permaneceram relativamente intatos, e atй mesmo incorporaram alguns negros e hispвnicos em suas famнlias de olhos.

Mas estava claro, por volta do final dos anos 60, que, em meio аs disparidas de classe e аs polarizaзхes raciais que fustigaram a vida urbana norte-americana, nenhum bairro urbano em qualquer parte, nem mesmo os mais ricos e saudбveis estariam livres do crime, da violкncia aleatуria, do уdio penetrante e do medo. A fй de Jacobs no carбter benigno dos sons que ouvia da rua, no meio da noite, estava destinada a ser, na melhor das hipуteses, um sonho.

Ela й antнdoto para grande parte dos males urbanos que ocorrem com o uso monofuncional. Diversidade de usos, de nнvel sуcio econфmico da populaзгo, de tipologia das edificaзхes, de raзas, etc. Nesse sentido, a segregaзгo й uma contradiзгo com o bem estar.

A vida pъblica informal impulsiona a vida pъblica formal e associativa. Algumas pessoas acumulam relaзхes e conhecimento, elas sгo ъnicas. A autogestгo democrбtica й que garante o sucesso dos bairros e distritos que apresentam maior vitalidade e seguranзa. O tempo й um fator importante na formaзгo dessas redes. Projetos que implicam em remoзгo da populaзгo, como prefere o urbanismo ortodoxo, podem estar destruindo exatamente o fator de maior potencialidade de recuperaзгo de uma бrea de cortiзos.

O espaзo fundamental onde essa diversidade e intensidade de usos ocorre й nas ruas e calзadas. O urbanismo ortodoxo atribui аs бreas livres uma importвncia exagerada alйm de ser inimigo da rua. O grande nъmero de бreas livres previstas nos conjuntos habitacionais nгo se prestam aos encontros, mas ao contrбrio, freqьentemente а violкncia.

O paisagismo nгo garante o uso de uma бrea livre mas sim a sua vizinhanзa e esta estб condicionada а diversidade e intensidade de usos. Alйm desse, cabem ainda, rapidamente, dois reparos a essa obra que jб se tornou clбssica. Mesmo sem pretender fazer um trabalho acadкmico, seria de se esperar que Jane Jacobs acompanhasse e mencionasse a polкmica internacional que envolvia os urbanistas, muitos dos quais tinham um ponto de vista semelhante ao seu. O segundo reparo que ousamos fazer й considerar demasiada a culpa que й atribuнda aos urbanistas diante dos males urbanos.

Parte dos problemas descritos sгo decorrentes da aзгo dos agentes que participam da produзгo das cidades, em especial capitais e proprietбrios imobiliбrios que buscam estratйgias de maximizaзгo dos lucros.

Morte e vida do urbanismo moderno. Resenha do livro Morte e Vida de Grandes Cidades. Seu livro mais importante, e que evidentemente tem uma dнvida com as interpretaзхes de Lewis Mumford e com o urbanismo regional, foi Morte e Vida de grandes cidades, publicado em , que se converteu em referкncia fundamental para a crнtica а cidade moderna.

Nesse texto, Jacobs, analisando a qualidade de vida urbana nas grandes cidades estadunidenses, como Nova York, Chicago, Boston e Filadйlfia, expхe uma sйrie de crнticas ao urbanismo da Carta de Atenas e ao desenvolvimento capitalista da cidade. Os argumentos da autora foram amplamente assumidos pela cultura urbana das dйcadas de e Diante de uma cidade dividida em zonas, totalmente racionalizada e dominada pela especulзгo urbana e pelo individualismo, Jane Jacobs argumenta, a partir de estudos e enquetes sociolуgicas, que a qualidade da vida urbana e a vitalidade econфmica dependem da superposiзгo de distintas funзхes urbanas e da disposiзгo de uma intensa rede de interconexхes tнpicas das antigas e densas vizinhanзas.

Jacobs faz uma apologia da metrуpole e defende a vida pъblica contra a privatizaзгo da cidade, sustentando que uma cidade somente й feliz e segura quando em suas ruas domina uma concentraзгo humana suficientemente densa e quando entre seus moradores predominam relaзхes de amizade e cordialidade. Barcelona: Gustavo Gili,

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Morte e Vida de Grandes Cidades

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Relendo Jane Jacobs: 10 lições para o século XXI de "Morte e Vida de Grandes Cidades"

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